sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ansiedade tóxica: dicas para reconhecê-la


Sentir-se ansioso não é necessariamente algo ruim, mas quando este sentimento se transforma em uma ansiedade tóxica, crônica e dolorosa, pode prejudicar muito o nosso dia a dia.

O que queremos destacar é que a princípio a ansiedade é normal e saudável, pois nos ajuda a manter uma certa ativação para nos proteger de perigos iminentes ou para desempenhar algumas tarefas Contudo, apesar da sua natureza protetora, ela aparece pelo simples fato de termos medo de que a angústia, a preocupação, o nervosismo, as palpitações, os pensamentos intensos, o suor, etc, se perpetuem.
Então, permitimos a criação de um tipo de círculo vicioso por meio do qual sentimos ansiedade quando antecipamos a mesma. Ou seja, o mesmo temor que a emoção em si mesma nos provoca possibilita as mesmas sensações e a mesma realidade que tanto nos causa medo.Ansiedade tóxica e os monstros da adrenalina e do cortisol
Este estado que denominamos “círculo vicioso da ansiedade” vem acompanhado da atividade de dois hormônios principais: a adrenalina e o cortisol. Para entender como funcionam podemos pensar em como respondemos quando tropeçamos em uma escada. Automaticamente o coração dispara e costumamos procurar o corrimão para proteger a nossa própria integridade física.
Este conjunto de sensações, as quais correspondem à ansiedade saudável, nos dão energia e força para nos proteger. São momentos de intensa e desagradável excitação nos quais o corpo admite, por necessidade, a liberação de uma boa quantidade de adrenalina e de cortisol.
Também poderíamos pensar em um passeio de montanha-russa no qual as sensações o tornam desagradável e violento, ao contrário de divertido. Acontece que quando estamos a ponto de cair da escada ou quando subimos na montanha-russa, sabemos que as sensações são passageiras e que assim como vêm, também vão.contudo, quando os perigos respondem a expectativas ou pensamentos que procuram antecipar perigos futuros, não permitimos que o simpático monstro da adrenalina adormeça.Como não deixamos que ele adormeça, o monstro se alimenta de nossas preocupações em forma de adrenalina, o que nos prende cada vez mais nessas sensações de angústia sem que exista nada que o justifique.Significa dizer que a adrenalina e o cortisol ficam sem nada, nem ninguém para salvar do dragão. Estão ali presentes porque nós os alimentamos com pensamentos de futuro que antecipam más experiências.Tudo isso fica preso em nosso próprio interior, apesar de procurar sair e se libertar. Por isso acontecem os ataques, por isso a insônia persiste, os pensamentos negativos e as sensações de bloqueio não vão embora.http://amenteemaravilhosa.com.br/ansiedade-toxica-dicas-para-reconhece-la/


sábado, 13 de agosto de 2016

Sintomas Dos Ataques De Pânico




O transtorno  do pânico pode ser um transtorno debilitante, com sintomas  extremos que faz  a pessoa   acreditar que está sofrendo de alguma doença grave, muito pior do que um simples transtorno de ansiedade.
De fato, a síndrome do pânico imita vários problemas de saúde sérios. Milhares de pessoas vão parar no hospital diariamente, depois de um  ataque  de pânico,    acreditando que algo muito sério está acontecendo. Às vezes o ataque de pânico é tão forte que a pessoa pensa que vai morrer.
Mas a verdade é que estas pessoas estão simplesmente sofrendo uma avalanche de ansiedade tão extrema que causa sintomas físicos severos característicos de transtorno de pânico.

SINTOMAS
A síndrome do pânico inclui pelo menos quatro dos seguintes sintomas:
  • Palpitações, coração batendo ou aceleração cardíaca
  • Sudorese
  • Tremores ou estremecimentos
  • Sensações de falta de ar ou sufocação
  • Sentimentos de bloqueio
  • Dor no peito ou desconforto
  • Náuseas ou desconforto abdominal
  • Sentir-se tonto, instável, com cabeça leve ou desmaiar
  • Calafrios ou sensações de calor
  • Parestesia (sensações de dormência ou formigamento)
  • Desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (sendo separado de si mesmo) *
  • Medo de perder o controle ou “enlouquecer”
  • Medo de morrer
Muitos dos sintomas do transtorno de pânico imitam aqueles de doenças cardíacas. Ou também os problemas de tireóide, distúrbios respiratórios e outras doenças. Em função disso, as pessoas com transtorno de pânico muitas vezes decidem procurar um cardiologista ao perceber tais sinais. Alguns fazem muitas visitas a salas de emergência ou consultórios médicos, convencidos de que eles têm uma questão que ameaça a vida.
Alguns indivíduos demoram meses ou anos, convivem com muita frustração antes de obter um diagnóstico adequado. Em geral, eles têm medo ou vergonha de contar a outras pessoas, incluindo seus médicos ou entes queridos, o que estão sentindo ou experimentando por medo de serem vistos como um hipocondríaco. Em vez disso, eles sofrem em silêncio, distanciando-se de amigos, familiares e outros que poderiam ser úteis.
Muitas pessoas que sofrem de ataques de pânico não sabem que têm um transtorno real e altamente tratável.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

RELACIONAMENTOS



Como esquecer um grande amor


Há casais que são agressivos um com o outro, desmerecendo e desqualificando a aparência ou a capacidade do parceiro. Isso gera mágoas e desentendimentos que podem destruir a relação. É sinal deperigo insultos ou desrespeito. O casal precisa entender como se relacionam, o momento que esses comportamentos destrutivos acontecem, e se é possível uma comunicação mais saudável.comunicação critica
Para boa comunicação, é fundamental saber a diferença entre as críticas construtivas e as críticas destrutivas:
  • Crítica construtiva – São críticas que ajudam a refletir e reavaliar os comportamentos e a “forma de ver a vida”, criando a possibilidade de amadurecer emocionalmente. O foco da crítica construtiva é na melhora das dificuldades e na possibilidade do outro progredir. É comum sentir desconforto ao escutar uma crítica, por isso quem recebe uma crítica construtiva precisa estar disposto e receptivo para pensar sobre o que o companheiro está dizendo. É preciso tomar cuidado para não se sentir atacado e se tornar agressivo com o parceiro nesse momento.
  • Crítica destrutiva – São críticas que ofendem, agridem ou denigrem a imagem do outro. Normalmente vem em forma de acusação. Quem escuta esse tipo de crítica, costuma se sentir desqualificado e inferiorizado. O foco da crítica destrutiva é naquilo que “machuca” (isso não significa que quem faz críticas destrutivas seja uma má pessoa).
É preciso saber usar bem as palavras, ter empatia (se colocar no lugar do outro) e não exigir uma perfeição ou algo que não seja compatível com os valores, com o físico ou com a personalidade do namorado (a) / esposa / marido. Assim, a pessoa pode dizer ao parceiro aquilo que a provoca insegurança, mal-estar ou aquilo que  machuca. Ou então, de maneira sensata, dará um “toque” ou uma “dica” para o parceiro melhorar o comportamento que está prejudicando o casal ou a ele próprio.
É importante refletir:
  • Como está a comunicação do casal? Vocês conseguem dizer um ao outro o que desejam de forma positiva?
  • Conseguem escutar as críticas construtivas ? Ou será que tem dificuldade em escutar o companheiro e também tem dificuldade de dizer de forma adequada aquilo que te incomoda?
  • Existe ataque em vez de conversa? Utilizam das críticas destrutivas como sendo a principal comunicação entre o casal?
A flexibilidade faz parte da relação amorosa. A perfeição não existe. É possível sim se tornar uma pessoa melhor, aprimorar e construir uma relação mais madura, mas é impossível um casal perfeito ou de uma pessoa perfeita. Por isso deve existir limites nas solicitações e nas críticas.
É preciso analisar as críticas e a forma que elas são colocadas. E se for o caso, estabelecer alguns limites com o companheiro. Considere:
  • Será que o que ele (a) está me pedindo é algo sensato? Ele (a) está tentando me motivar para eu melhorar? Outras pessoas (que me querem bem) já me falaram coisas parecidas?
  • Ele (a) está respeitando as minhas características e a minha personalidade (os meus limites)? Essas críticas são construtivas ou destrutivas?
  • Digo quando não gosto do jeito que ele fala as críticas? Já sugeri outras formas melhores dele me dizer as coisas?
A relação amorosa ensina. A pessoa pode entender muito sobre si, como se trata, como se relaciona com o outro, sobre suas facilidades ou dificuldades de aproximação. O amor é desafiante, pois o outro pode apontar e sinalizar questões e situações que a pessoa não percebe, mas que seria interessante ela reconsiderar. É importante tato e empatia para falar de forma que realmente possa ajudar o outro, tomando cuidado para não dizer de forma que ele se senta inferior, incompetente ou “impossível de ser amado”.
Para conseguir escutar as críticas, também é importante os elogios:
  • O seu companheiro só faz críticas, ou ele (a) também faz elogios? Você consegue escutar os elogios dele (a)?
  • E você, faz elogios a ele (a)?
É indicado o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa tem dificuldade em escutar críticas construtivas, ou quando ela não consegue estabelecer limites com o outro, dizendo “não” as críticas destrutivas.

Emoções consideradas negativas (raiva, tristeza, mágoa).

Emoções consideradas negativas (raiva, tristeza, mágoa).


Normalmente as pessoas não são muito estimuladas a falarem sobre os seus sentimentos, ainda mais quando se trata de emoções consideradas negativas, como, por exemplo, mágoa, tristeza, raiva… de certa forma, nossa sociedade coloca que essas emoções devem ser evitadas:
  • “deixa para lá, logo passa”.
  • “vamos sair e nos divertir para você parar de pensar nessas coisas, vai te fazer bem”.
Por esses motivos, muitos acabam ignorando os sentimentos, deixando de entender as causas das suas dificuldades emocionais.
Boa parte da população interpreta que é sinal de fraqueza(fragilidade emocional) falar ou demonstrar algumas emoções e sentimentos (“você viu? ele chorando, que sensível!”). Dessa forma, algumas pessoas acreditam que precisam se distanciar de suas emoções e sentimentos para ter estabilidade emocional. A cobrança do que seria ser “forte”  leva a pessoa a mascarar suas emoções, afastando-se de seus sentimentos e consequentemente de quem ela “é”, do seu próprio “eu”, dificultando ela entrar em contato consigo mesma.
As emoções e os sentimentos têm grande significado e poder sobre a vida de cada um. Eles refletem no dia a dia da pessoa, nos seus pensamentos, comportamentos, na forma como vai se relacionar com o seu trabalho e com a sua família e amigos, em como vai lidar com os conflitos e obstáculos (que surgirão no decorrer da vida). Os sentimentos dizem muito sobre a pessoa, de como ela “está”, de como lida com os problemas, e se há feridas abertas (traumas ou mágoas) que precisam ser cicatrizadas para possibilitar uma vida mais plena e saudável. A pessoa tem dificuldade de controlar a própria vida quando lhe falta o autoconhecimento. 
Para conhecer alguém, é preciso conversar e se interessar pela sua história, por aquilo que ele pensa, pelos seus sentimentos. Se a própria pessoa não faz isso consigo mesma, se ela não se dá um tempo para conversar com as suas próprias emoções para refletir sobre o que está sentindo, ela pode deixar de compreender o que passa dentro de si, não se reconhecendo e não entendendo o seu “eu”.
Para conseguir administrar e lidar com essas emoções (consideras negativas), é preciso entender o que elas estão querendo dizer. Compreender não significa ficar remoendo os problemas ou alimentar sentimentos negativos, mas sim significa:
  • Acolher as dores emocionais para reconhecer os sentimentos, e assim compreender melhor as próprias escolhas e comportamentos.
  • Assumir o controle e a responsabilidade por si.
  • Buscar formas de enfrentar as dificuldades e superar os obstáculos em momentos de conflitos.
Ou seja, reconhecer as emoções e sentimentos, sabendo administras e conduzir de forma positiva, deixa a pessoa mais forte emocionalmente. O autoconhecimento possibilita que a pessoa consiga lidar melhor com suas emoções e tenha comportamentos mais assertivos futuramente. É importanteconduzir as emoções e sentimentos de forma produtiva, para aproveitar e criar uma fonte de motivação para o crescimento pessoal.
É preciso elaborar as dores emocionais, ou seja, é preciso sentir, entender, aprender e encontrar formas de lidar com os sentimentos, de se fortalecer emocionalmente. Todo esse processo é importante para superar e enfrentar os sentimentos “negativos”. Quando a pessoa não consegue fazer isso sozinha, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.
 Michele Duje